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o blog não vencerá o rádio

sem comentários

Acredito que o blog é uma ferramenta inovadora no jornalismo opinativo. Não no informativo. São muitos os meios mais ágeis na internet para divulgar notícias em primeira mão, sem forçar a barra.

Um fato primeiro que pode ser dito é a falta de interação com outros instrumentos. O Twitter, por exemplo, foi moldado para interagir com mensagens de texto via celular. Não existe streaming ao vivo para blogs por rádio, e mesmo as janelas que permitem um streaming de TV no blog são deficientes em relação aos grandes portais.

No Brasil, dá para contar nos dedos os blogs que ganham dos grandes portais na velocidade, se é que existem. Geralmente as páginas de grande credibilidade no meio são feitas por pessoas (jornalistas, muitas vezes) com ótimas fontes e grande capacidade de conseguir informações exclusivas – Noblat, Bob Fernandes, etc.

Aí a questão do jornalismo opinativo. Os blogs de grande audiência são atualizados por jornalistas com alguma credibilidade no meio e com capacidade de trazer informações novas para ANÁLISE. Não para informação, consumo direto. Para isso, eu procuro os grandes portais. Não vou ler em blogs as informações mais recentes sobre um acidente de avião em São Paulo, uma queda de arquibancada na Bahia. Procuro até o orkut, por motivos que em breve poderei discutir. Em que blog eu posso confiar para pegar essas informações instantâneas? Que palavras chaves vou digitar no google que me mostrem um site sendo atualizado em tempo real?

 Podem achar que isso é falta de atualização do Brasil em relação ao mundo. Ou então, do profissional de jornalismo em relação ao meio. Tudo bem. Eu particularmente acredito que é uma característica do meio em si.

Escrito por Luís Felipe

Setembro 23, 2008 em 4:10 pm

Publicado em tarde

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campanha eleitoral para moderadores

com um comentário

Os otimistas dizem que a internet revolucionou o mundo, que nunca houve democracia tão igual e que todos temos liberdade total de pensamento. Ok, vamos acreditar que sim. Aí pululam gritaredos contra o projeto mau, bobo e feio do senador Eduardo Azeredo que teria como intenção regular de forma governamental a internet. Ele não entende nada, gritam os otimistas. Vamos acreditar nisso também.
Só que eu estava lendo o blog da prof. Márcia Benetti e vi que apagaram o seu perfil no orkut, por supostamente violar um termo de uso. Lembro do meu histórico e percebo que já fui excluído de uma comunidade por dizer onde o dono trabalhava e excluído de outra por que enfim, eu levantei uma discussão que não estava de acordo com a moral e os bons costumes.

É claro, nada disso é “a internet”. Estamos falando de um caso específico de comunidade virtual. Porém, é claro que existe uma autoridade sem muitos critérios. Alguns destes critérios estão lá, nos famosos “termos e condições”, mas as comunidades não têm esses termos definidos, ou com algum valor legal. Logo, fazem alterações à revelia. Alterações nos membros que participam, inclusive.

Eduardo Azeredo pode estar lançando um projeto estúpido e infeliz. Só que ele é senador e foi eleito para isso. Está representando alguém. O moderador de uma comunidade não representa coisa nenhuma. O coordenador do orkut também não. São pessoas que estão lá por que chegaram primeiro, por que os outros adotaram suas idéias ou por outros quaisquer critérios de meritocracia muito diversos do processo democrático. Parece estúpido? Nada disso, é liberalismo puro.

Se um projeto como o do Azeredo for imbecil, na próxima eleição eu voto na oposição. No orkut, ou em outra comunidade, é ame ou deixe.Talvez por esse tipo de relação que está sendo desenvolvida, e aceita naturalmente, eu não seja um dos otimistas.

Escrito por Luís Felipe

Setembro 23, 2008 em 1:21 am

Publicado em madrugada

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