ovelha negra
bueno, sobre a novela das nove. Confessei antes que estava assistindo. Na última semana, não vi.
fiquei um tanto indignado com a mudança de rumo. Eu e o Flávio Ricco, do Canal 1, que é uma fonte bem mais adequada. Escreve para o Correio do Povo todos os dias, desde que os bispos inventaram o “Arte & Agenda”.
o que me deixou mais incomodado nem foi a alteração bizarra e nunca dantes vista na trama. A novela tem a oportunidade de aprofundar ou diminuir preconceitos sociais graves, contra homossexuais, negros e etc. Teve a chance de mostrar a reabilitação de uma ex-presidiária como mote principal. Não o fez. Pelo contrário: acentuou o discurso corrente na mídia de que preso tem que apanhar, ser torturado, morrer, entre outras coisas, por que o mal é o mal e o cidadão de bem é o cidadão de bem.
A Rê, além disso, considerou uma aposta arriscada. Muitas das espectadoras da novela são mães; e um dos temas principais da novela é que a mãe do assassinado (Glória Menezes, como Irene) estava errada. Ora, mães são muito intuitivas. Mães nunca estão erradas quanto àquilo que ninguém sabe ao certo. Esse é o pensamento da grande maioria do público da novela. Tremendo risco.