Terça-Feira

pílulas semanais

Archive for Novembro 2006

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eu juro que vou colocar os podcasts.
 
 
A TPM (tensão pré-Mundial) ainda não chegou. Mas só de pensar que faltam duas semanas para o Japão me dá um frio na barriga.
 
 
Nunca vou conseguir entender o sentido de uma área VIP numa festa de faculdade. Afinal, qual o sentido de fazer uma festa? É a confraternização com os colegas-amigos ou o desejo de aparecer mais que os outros?
 
Papo de velho, eu sei, mas muita coisa se perdeu na Fabico. Acho que as pessoas ganharam mais poder aquisitivo e perderam mais cérebro. O clima colegial – boys e patys de um lado, pseudo-alternativos e pseudo-revolucionários de outro – está acirrado, há um distanciamento enorme entre as pessoas.
 
 
Estou chegando ao meu quarto ano de faculdade. Talvez isso aumente o meu rancor.
 
 
Uma oportunidade muito boa surgiu esses dias, em jornalismo online. Ainda não se concretizou e nem sei se vai rolar mesmo, pois as coisas andam lentas. Mas meu nome está conhecido diante de alguns dos mais célebres jornalistas da área. E eu fui indicado por um professor. Só isso já é uma grande conquista.
 
Uma conquista que me trouxe uma reflexão. A Renata me disse outro dia: "Será que não é bom tu pegar mais leve com o teu coloradismo na internet?"
 
Claro que é bom. Afinal, estou encaminhando o final do meu curso, daqui a pouco estou no mercado e meus leitores poderão ser os mesmos gremistas com quem faço troça nas comunidades do orkut. Já deveria estar atento a esta realidade bem mais cedo, mas não é hora de chorar. Eu acredito saber que diante dos leitores, exercendo o jornalismo, o clubismo fica pra trás. Mas algumas atitudes minhas vão ter que mudar a partir de agora. De certa forma, estou pegando bem mais leve nas discussões clubísticas. E tentando aparecer mais como um pesquisador do assunto do que um torcedor fanático. Aprendendo um pouco com o Divino Fonseca (colorado) e meu chefe Ilgo Wink (gremista), dois jornalistas bem sucedidos na área, e reconhecidos inclusive por torcedores do time rival.
 
 
Lá em casa, minha mãe continua saindo toda semana (tipo adolescente) e eu continuo aproveitando a minha vida de quase-casado (tipo meia-idade). Esses dias percebi o quanto andava grave a coisa quando passei hidratante com açúcar para esfoliar a barba. Nada demais, sendo que daqui a alguns meses vamos ter de trocar fraldas, passar lenços umedecidos, fazer mamadeiras e tirar assaduras.
 
Tomara que o nosso filho sobreviva à gente.
 
 
Onde será que se perdeu aquela chama do rock brasileiro dos anos 80? Hoje só temos Los Hermanos, onde já existiu Paralamas, Barão Vermelho, Lobão, Titãs,  Legião Urbana, até mesmo o Kid Abelha. Skank e Jota Quest apareceram, os primeiros se consolidaram, os segundos são uma caricatura hoje em dia. Acho que tudo é muito fácil, atualmente. Naquela época, para conseguir uma guitarra boa, um jogo de pratos razoável, uma bateria que não empenasse, era preciso importar equipamentos, conhecer algum dono de estúdio, ter um pai rico (ou as três coisas). Para conhecer as melhores bandas de fora, com a moeda desvalorizada e as informações chegando lentamente, também era complicado. Hoje, é muito fácil fazer boa música.
 
Penso que naquela época, havia o talento e a garra. Os problemas para fazer um som e montar uma banda eram tantos que os momentos tinham de ser aproveitados no seu extremo. Isso está perdido nos dias atuais. Tudo é muito fácil.
 
Precisamos inventar uma nova crise econômica para fazer o rock ‘n roll brasileiro voltar a dar certo.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 29, 2006 em 5:27 pm

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em breve

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publicarei neste blog os podcasts censurados do 4º encontro nacional de pesquisadores em jornalismo.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 10, 2006 em 7:57 am

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afaste de mim esse cale-se

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Ontem terminaram os dois eventos mais importantes de jornalismo no Rio Grande do Sul, Brazil Conference e Encontro Nacional da SBPJor. Tive participação na cobertura de ambos, de sexta até terça. Creio que cumpri com o meu dever jornalístico e fiz um bom trabalho, não tão bom quanto poderia ser, mas suficiente dadas as circunstâncias. Trabalho ainda melhor fez o Luiz: aliás, trabalhou pra cacete, editando sonoras de 20 minutos e brigando de foice no escuro com os projetos do Audacity.
 
O resultado final? Nenhuma escoriação, ainda bem. Na Brazil Conference, Antonio Brasil, coordenador do projeto da TV Uerj Online, disse que uma das práticas vigentes no Brasil é o jornalismo de guerrilha, aquele feito com os recursos que temos (longe dos ideais), contra tudo e contra todos. Não menos sábio foi Wladymir Ungaretti, um guerrilheiro do jornalismo, quando cunhou a frase memorável: "Jornalismo é subversão. O resto é secos e molhados". Creio que não há nada mais subversivo do que trabalhar com equipamento próprio, no canto de um ex-depósito, dispensado pelo censor (ops, coordenador) chefe da imprensa, e ainda assim fazer três matérias de rádio com mais de 6 minutos em uma tarde. Todas censuradas, obviamente, por que as vaidades pessoais prevalecem acerca da qualidade e do conteúdo – nada mais semelhante ao "secos-e-molhados" do que isto. Outra clássica frase é: "Se queres conhecer um homem, dê o poder a ele". É realmente triste conhecer certas pessoas em situações onde estas exercem o poder. Muitas das suas atitudes em nada diferem de crianças mimadas – espero que meu filho não seja assim.
 
Parabéns a todos e todas que participaram dessa tarefa hercúlea. Foram oito créditos merecidos.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 10, 2006 em 4:14 am

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em breve

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publicarei neste blog os podcasts censurados do 4º encontro nacional de pesquisadores em jornalismo.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 8, 2006 em 4:40 pm

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afaste de mim esse cale-se

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Ontem terminaram os dois eventos mais importantes de jornalismo no Rio Grande do Sul, Brazil Conference e Encontro Nacional da SBPJor. Tive participação na cobertura de ambos, de sexta até terça. Creio que cumpri com o meu dever jornalístico e fiz um bom trabalho, não tão bom quanto poderia ser, mas suficiente dadas as circunstâncias. Trabalho ainda melhor fez o Luiz: aliás, trabalhou pra cacete, editando sonoras de 20 minutos e brigando de foice no escuro com os projetos do Audacity.

O resultado final? Nenhuma escoriação, ainda bem. Na Brazil Conference, Antonio Brasil, coordenador do projeto da TV Uerj Online, disse que uma das práticas vigentes no Brasil é o jornalismo de guerrilha, aquele feito com os recursos que temos (longe dos ideais), contra tudo e contra todos. Não menos sábio foi Wladymir Ungaretti, um guerrilheiro do jornalismo, quando cunhou a frase memorável: “Jornalismo é subversão. O resto é secos e molhados”. Creio que não há nada mais subversivo do que trabalhar com equipamento próprio, no canto de um ex-depósito, demitido pelo censor (ops, coordenador) chefe da imprensa, e ainda assim fazer três matérias de rádio com mais de 6 minutos em uma tarde. Todas censuradas, obviamente, por que as vaidades pessoais prevalecem acerca da qualidade e do conteúdo – nada mais semelhante ao “secos-e-molhados” do que isto. Outra clássica frase é: “Se queres conhecer um homem, dê o poder a ele”. É realmente triste conhecer certas pessoas em situações onde estas exercem o poder. Muitas das suas atitudes em nada diferem de crianças mimadas – espero que meu filho não seja assim.

Parabéns a todos e todas que participaram dessa tarefa hercúlea. Foram oito créditos merecidos.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 8, 2006 em 4:39 pm

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