Archive for Julho 2006
da série ‘por que nunca ninguém pensou nisso antes?’
A prefeitura suspendeu a fiscalização da tal lei anti-fumo graças à confusão que deu no Bar Tuim esses dias (leia aqui) . Não devia suspender. As melhores fiscais anti-fumo que existem estão debaixo da barba mal-feita do Fogaça.
São as ciganas do paço Municipal. A Rê escreveu não faz tempo a respeito do drama que passou quando olhou uma delas e ofereceu o cigarro que tanto pediam. (leia aqui) Botem três ciganas em cada bar pedindo cigarro para os fumantes e agarrando as mãos daqueles que atenderem, garanto que ninguém mais fuma em bares na capital.
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Estou indo para Asunción acompanhar o Inter. Volto na sexta à noite. Que Deus nos proteja.
lições de sobrevivência em bufês livres
sempre desconfie de um lugar onde as mesas dividem espaço com máquinas de caça-níquel.
você sabia
que Gisele Bündchen era fumante?
quinze anos
"filho da frança" tem 13 letras
Voltando a falar de futebol, o Brasil caiu fora da copa, humilhado pelo tipo de jogo que ensinou a toda uma geração de amantes do esporte: o futebol acadêmico, bem jogado, de marcação não implacável porém inteligente, gerenciado e organizado por um mestre da camisa 10, um Zidane que tem muito a ensinar para Ronaldinho. É a terceira vez que caímos para a França em copas: 86, 98 e 06. Uma copa por década.
Não esperava algo muito diferente da Seleção. Imaginava que perderíamos a copa para um time de maior fibra, mas não imaginava que o problema anímico fosse tão extremo. Ronaldo foi novamente o gordo apático que começou a Copa. Teve um grande epílogo na sua carreira em copas, batendo o recorde de Müller, contra equipes medíocres tais qual Japão e Gana. Inegável, ele já foi um imenso jogador. Mas a quem queria enganar quando após a entrevista coletiva afirmou para os microfones- ‘jogamos o máximo dentro das nossas possibilidades’ ? Se eu jogo o máximo que posso e perco mesmo assim, estou arrasado, não com a postura de ‘me dá licença, eu vou sair com a Raica de Oliveira, nos vemos em Madri’ como ele apresentou nesta entrevista. Uma atitude que aliás, é a síntese do futebol lamentável que apresenta.
O diabo é que a grande maioria dos jogadores que atuaram hoje não vai ter o semancol de um Juninho Pernambucano. “Meu ciclo na seleção encerrou”, disse ele. Ronaldo certamente vai ter a mesma ilusão que Rivaldo teve, achando que poderia conquistar uma vaga no ataque da seleção novamente nesta copa. Em 2010, ele terá 33 anos, ainda poderá jogar futebol, mas com a indolência que mantém sua forma física certamente estará perto dos 95 quilos, jogando no nível de um atacante do Flamengo. Não duvido que queira disputar a quinta copa, para bater mais recordes. Não irá – atacantes temos aos borbotões – até por que algum treinador sensato vai impedi-lo de pagar o mesmo vale que pagaram Cafu e Roberto Carlos nessa copa. Por que não abandonar a seleção com a imagem de quem levantou a quinta taça?
A Seleção foi ridícula, risível, pois como diria a Rê em um momento de simplicidade sublime daquela que só a mulher consegue ver em futebol, haviam grandes jogadores mas não um time. Não foi novidade, muita gente disse isso, ainda que depois do jogo – ela falou no intervalo. Espero que também tenha sido o fim de uma concepção antiquada, paternalista, conservadora de futebol exposta nas convocações, no esquema e no time formado por Parreira e Zagallo. Foi vencedora sim – 1970 e 1994 – mas está ultrapassada. Por fim, uma provocação maravilhosa que li na comunidade do Inter: que a RBS dê na Zero Hora uma coluna para o irmão do Lúcio. Ninguém na Seleção Brasileira jogou mais que ele, muito menos o irmão do Assis – um craque, um vencedor, mas também uma figura apagadíssima em decisões.
Criei um fotolog e lá está minha singela homenagem ao maior jogador do mundo depois de Romário.