Archive for Junho 2006
o que resta de humanidade em nós
Fiquei comovido com o depoimento de um vereador, Cláudio Sebenelo, nem sei que de partido é, mas não importa. Sei apenas que é médico e que, tomado de emoção, quase não conseguiu concluir a sua história.
Ele relatou que certa vez entrou na emergência de um hospital público. Acho que não preciso descrever o que é uma emergência.
O local estava superlotado, como sempre. Um paciente, um idoso, estava sentado numa escadinha, daquelas que se usa para subir no leito. Dizia que sentia dor no peito, náuseas, etc, e que estava louco de vontade de dormir, mas que não conseguia porque a sua cama era aquela escadinha.
A sua maior dor, porém, era outra. Com lágrimas nos olhos, apontou para o leito em frente e disse:
“A minha maior dor, o que mais me angustia, é que eu estou torcendo para que esse homem morra só pra eu poder dormir um pouquinho”.
eu avisei, Ronaldo
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LFdS
91478121
dia dos namorados
deveria ser no segundo sábado de junho, como propôs a Renata. Além de dar mais tempo para o encontro dos casais, também diminuiria a depressão dos solteiros, pois sempre há a possibilidade de encher a cara e conseguir um eventual beijo na boca
o bom de ter um mp3 player
é a suprema ironia de ir ao trabalho ouvindo Carmen Miranda.
senso de humor é necessário
Para provar que não se brinca com quem pode
Eu comprei um pé-de-bode
E sai firme pra pista
Dei um role testei ele pela cidade
E na sexta-feira a tarde
Fui pra baixada santista
Com o pé-de-bode lotadinho de mulher
O maior do aranceu serra abaixo eu dirigia
Faltou freio numa curva da estrada
E então a mulherada começou a baixaria
Puta que pariu, pisa no freio zé
Veja em nossa frente o tamanho do buraco
Puta que pariu, pisa no freio zé
Se o pé-de-bode cair nós vamos tudo pro saco
Domingo a tarde todos de bunda queimada
E a cabeça pesada de cachaça até a tampa
Então pequei o pé-de-bode possante
Fui pro posto enchi o tanque
Revisei ele na rampa
Quando eu voltava subindo a serra lotado
Dirigindo apertado feito pinto no ovo
A mulherada me abraçava e espremia
E o pé-de-bode já ia para o buraco de novo
no dia da besta
meu pai estaria fazendo 60 anos.
a rosa nívea tem razão II
Sigo com o meu protesto. Protesto dessa vez contra mim mesmo, por que infelizmente descobri não ser um só e não poder me dividir em vários para ter trabalhos, responsabilidades externas e lazer. Começou e encerrou a II Copa Fabico de Futsal sem a minha participação. Eu sei disso e não sinto nenhum orgulho de não ter ajudado na organização. Só que ao ver a quantidade de coisas que eu poderia ter ajudado na organização e não fiz, por que tinha outras tantas coisas a fazer, percebo que o meu problema não é eu levar uma vida desregrada, é falta de coragem de dizer NÃO. Essa minha mania centralizadora me faz pensar que sou um super-homem, mas erro sim, e erro muito, e tenho 21 anos, sou uma lêndea. Só vou conseguir ser bom e completo no meu universo de responsabilidades quando souber até onde ele vai.
Peço desculpas, milhões de desculpas por não participar, mas fico com a sensação de que se não posso participar de tudo que devo é por que não consigo dividir as minhas coisas. A maior parte das pessoas não conhece esse lado. Conhece o ’ser social’, aquele que se vê pelo lado de fora, que está o tempo todo dizendo ‘vamos fazer’ mas não consegue fazer metade. Assim acabo frustrando as pessoas, e sei disso – mas frustro a mim também, bastante. Adoraria dizer agora nesse momento – ‘vou participar mesmo da organização na próxima Copa Fabico’. Mas não posso, primeiro por que não sei o que fazer, segundo por que ninguém vai acreditar, uma vez que não consegui participar das duas primeiras.
Meu problema não é só uma agenda. Descobri isso depois de ganhar uma.
É uma maldita crise existencial, eu sei.
a Rosa Nívea tem razão
–
LFdS
91478121