Terça-Feira

pílulas semanais

Archive for Julho 2005

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No que as rosas vermelhas de folhas verdes desabrocham e garantem para si mais uma oportunidade de uma abelha nojenta e irritante voar com o seu pólen encantador, as tulipas negras de folhas verdes passam a florescer no meu jardim. Tulipas negras são raras e eu não sei como cultivá-las, não sei se devo deixar no sol ou na sombra, regar com frequência ou deixar a chuva alimentá-las. Por enquanto admiro suas pétalas crescentes quase desabrochando sem medo de ser felizes.

gengibre e própolis, porque dói a garganta. E uma arminha daquelas dos ghostbusters para espantar de vez esses fantasmas abelhudos.

Escrito por Luís Felipe

Julho 26, 2005 em 12:40 am

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le temps detruit tout

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passam os dias sem muito gosto, chuva, frio e alguns livros para ler, muito MSN e cinco CDs completos do Led nas mp3. Não estou amargo, apenas um pouco reflexivo. Desculpas ao Ricardo mas ele sabe que é apenas ciúme (uhauauhauhahuauh). Vamos sair no findi? Vamos. Não resta muito para eu me acabar mesmo, talvez meu fígado resista a essas férias. falta de soluções para o peito, arrumo soluções efêmeras para o esôfago. Se a verdade dói? Não dói, ela apenas incomoda, e é preferível que continue sendo verdade, talvez essa sinceridade vá nos levar para algum lugar legal. E eu também quero devolver aquele CD, vou esperar tu entrar no MSN.

passados os recados diretos, vou publicar um poema do Neruda.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: “La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos.”

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como esta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oir la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche esta estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque este sea el ultimo dolor que ella me causa,
y estos sean los ultimos versos que yo le escribo.

- pô, vocês querem algo alegre com esse tempo?

Escrito por Luís Felipe

Julho 22, 2005 em 1:40 pm

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e o mais foda de tudo

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é saber que as pessoas nunca dão a mesma importância para mim que eu dou para elas.

é sempre mais, menos ou se é igual em intensidade, é diferente na essência.

Escrito por Luís Felipe

Julho 20, 2005 em 12:41 am

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sobre o frio, a carência e as besteiras

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o que mais me machuca é aquela sensação estranha de não saber o que fazer quando preciso tomar uma decisão. Quase sempre, nesse sentido, a decisão ou está longe de mim ou está perto demais e eu quero evitar. Eu sei que o tempo é o senhor da razão, mas o tempo me deixa ansioso, são 00h26 agora e eu não paro de bater a perna na mesa, querendo agir e não sabendo como. Quando se QUER agir e não se SABE como, o risco de fazer bobagem é muito grande. Mas eu não faço bobagem, eu não faço nada. A indecisão é tão grande que não sei se devo assumir o risco.

Já estou me convencendo que em certas coisas é melhor não pensar. Mas não adianta. O frio é cada vez mais forte, lá fora e aqui dentro, talvez esses desabafos me ajudem. Andy me disse: pensar menos e viver mais. Andy tem problemas com viver mais. Eu tenho problemas com pensar demais. De quem são os problemas maiores? Os corações partidos estão ao redor dela, podem estar ao meu redor. A vida lá fora vai me fazer tocar em frente? E passar como um trator sobre as coisas que deixei pra trás?

Eu não sei, eu nunca sei, se isso é o mais certo. Porque sempre fui de dar explicações, de conversar, de dialogar. Só que o diálogo muitas vezes atrapalha a vida, que eu vivo pouco, pensando muito. Já atrapalhou a minha vida muitas vezes.

Onde está o mate? Onde está o álcool?

Escrito por Luís Felipe

Julho 20, 2005 em 12:24 am

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mestre Ben

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Se segura malandro
Pois malandro que é malandro não se estora
Se segura malandro
Pois malandro que é malandro não se devora
Se segura malandro
pois um dia há de chegar
A sua hora
hora, hora, hora
Vai cantar, vai brincar sem fantasia
Vai chorar de amor e alegria
Pois ela vai voltar pra alegrar seu coração
Pois ela vai voltar pra dar vida nova
No seu barracão

Escrito por Luís Felipe

Julho 19, 2005 em 7:28 pm

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acabou o semestre

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peguei uma gripe muito guasqueada no início da semana. Domingo fui mestrar, saí com pouca roupa e isso somado à umidade, à pegação de gelo da festa dos vinte e ao fato de que todo mundo precisa se gripar pelo menos uma vez no inverno, fez com que eu já chegasse em casa derrubado. A segunda foi basicamente dor na cabeça, dor no corpo, nariz entupido, garganta doendo e aquela coisa.

Na terça e na quarta, dedicação quase integral ao trabalho de pesquisa, que ainda tinha muito a terminar. A Thaís chegou a me dizer que iria encadernar o trabalho. Não vejo meu trabalho como encadernável, tipo, não me orgulho dele, então preferi grampear mesmo. Mas a Malu disse que a apresentação do nosso trabalho de Teoria, no primeiro semestre, foi o melhor momento dela na FABICO. Isso me orgulha. Procurem ali nos arquivos, foi por dezembro de 03 ou janeiro de 04.

Aì teve a primeira reunião do conselho de entidades de base, no DCE. Eu já representando o DACOM, como considerado legitimamente eleito. Foi interessante, embora tivesse muitos informes e pouca definição prática. Vai ter um evento na ESEF, que é tipo o “dia do esporte”, uma coisa caótica que parece uma pelada de rua o dia inteiro, sem competição. Parece muito legal, eu quero fazer parte. A Raquel disse que quer conversar conosco para fazer a transição – agora que terminou o semestre, tudo fica bem mais simples. Aí chegou o novo centro acadêmico das artes visuais. Afudê, aplaudimos e tal. Mas tava ali uma menina linda, muito gatinha, morena, já conhecia de algum lugar. Como saberei? Eis que resgato minha memória completamente maluca e ela me lembra do MSN dela. Sim, o endereço de e-mail – …@msn.com. Só a minha memória mesmo para recordar essas coisas tão absurdas. Escrevi num papelzinho com um ponto de interrogação, ela confirmou.

Mas eu não estava a fim de muita conversa, até porque ela nunca foi de muita conversa. Decidi manter o mistério.
- É tu?
- Aham!
- Ah tá.
E fui embora, pro psico oito e meio. Bem fraco, ninguém da minha turma, só a camila de namorado. Mas eu vi a Nati, finalmente, ela que é bixo da psico e minha amiga de tempos. Bebi uma coisa bem legal com mel dos nossos bixos e correligionários do dacom. Não tava a fim de ficar, a Nati tava indo embora e o São Paulo já tinha decidido o jogo com a cabeçada do Fabão. Só que ela ficou se enrolando e a amiga dela, que tinha de pegar o trem (bem gatinha, por sinal) tava apressada e queria companhia até o centro. Eu fiz, não sou bobo.

Na sexta, dia inútil pacas, tinha o jogo da nossa turma contra o agora vai. O agora vai não foi, porque fizeram um churrasco lá e arregaram. Na correria para achar gente pro jogo, convidei o Gabriel, o Cáli e veio junto o Estevão, amigo em comum. Convidei o Ricardo também, que é da família.

Foi o pior jogo da história. Durou quinze minutos. Antes desses quinze, o Xipô passou mal e vomitou no canto da quadra, assim como o Érico e o Estevão começaram a se estranhar. Aí teve uma cena de vale tudo entre os dois e mais o Gabriel e o Cáli, que foram tirar as dores do Estevão. Consegui segurar esse último, mas os brigadianos nos mandaram embora. Não sei se agora eles vão me permitir marcar outro jogo lá…

Mas depois fomos pra josé do patrocínio beber polar a dois reais em copo de plástico e discutir com troskos. Coisa boa.

Escrito por Luís Felipe

Julho 16, 2005 em 12:32 pm

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e nesse dia de sol, eu lembro de Nietzsche: “O que não me mata, me fortalece”.

Escrito por Luís Felipe

Julho 9, 2005 em 4:03 pm

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se eu chuto uma moita na fabico, sai alguém para falar mal de quem se dispõe a fazer alguma coisa.

eu não estou disposto para discussões inúteis hoje, então me afastarei das rodas de veneno. Ainda que saiba que comandar o DACOM é pedir para se complicar.

Escrito por Luís Felipe

Julho 6, 2005 em 11:46 am

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não mergulhe na minha cabeça, o risco é de nunca mais voltar

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se eu sou complicado? sou sim, não nego isso. Mulheres gostam de caras simples, com respotas simples, idéias fáceis, e que sejam eficientes na hora do vamos ver. Talvez por isso eu ainda esteja sozinho e meu relacionamento mais duradouro tenha sido de apenas cinco meses. Não sei a solução para isso, sinceramente. Acho que vou ensaiar, logo após acordar, umas respostas padrão para certas perguntas.

“O que foi?”
“Nada.” – e realmente dizer NADA depois do nada.

“Tu gosta de mim?”
“Sim, te adoro, sinto muito a tua falta” – ou, em caso contrário,
“Não, não tem clima entre a gente.”

“Tu te importa em me ver com outros caras?”
“Não, não temos nada sério” OU
“Claro, somos namorados”.

“Vamos ser só amigos?”
“Sim, eu já pensava nisso antes” OU
“Não, ou eu sou teu ficante ou não sou nada.”

toda e qualquer contribuição de respostas simples para perguntas difíceis é bem vinda.

em tempo: não sei se é o orkut ou o destino que é irônico.
“Sorte de hoje:
Sua mente é criativa, original e perspicaz.”

Escrito por Luís Felipe

Julho 5, 2005 em 10:33 pm

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pelas marcas de pneu nas suas costas, o senhor andou se divertindo

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É, Mister M, não bastasse a rotina de pelo menos duas noites de alegria por semana ainda tem a festa dos vinte no sábado…sim, ela vai sair, temos até convites agora. Enquanto isso o trabalho de pesquisa está lá, querendo atenção. Calma, calma. Deixa eu pelo menos chegar ao quarto capítulo do livro do John Reed. Tudo bem que é só um projeto, mas faltam apenas nove dias de agora em diante.

Temos uma chapa para o Dacom, gelo e limão, ingredientes fantásticos para uma boa caipirinha ou uma coca-cola básica. Isso se alguém ainda se interessa pelo Dacom. Nós nos interessamos, a princípio isso é o que importa.

—-

O meu artigo no Baderna Digital foi meio que desmentido depois que o Pink Floyd tocou na sua formação clássica novamente, após 24 anos de separação. “No more excuses”, estava escrito sobre o palco. Breathe, Money, Wish You Were Here e Comfortably Numb, uma performance para marejar os olhos dos fãs, como os de Dave Gilmour enquanto cantava a terceira música. Mas que se dane, eles são sexagenários, eles não tocam mais o Animals, eles não se gostam, só que são lendas da música e devem ser celebrados enquanto vivos.

Posto mais alguma coisa outro dia, agora vou tentar resgatar meu bom humor.

Escrito por Luís Felipe

Julho 4, 2005 em 10:06 pm

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