Archive for Março 2005
complexo de eremita
perdoem-me, amigos, mas eu não tenho tido paciência para comentar em blogs, responder scraps ou cumprimentar pessoas ao sair pra rua.
estou levando realmente a sério essa fase de interiorização e reavaliação de conceitos anterior ao aniversário.
se algo vai mudar, não sei, mas a consequência imediata é esta.
In Tyler We Trust
adotei a campanha do Ricardo e do Rodrigo depois da chinelagem, onde testei um pouco mais minha insensibilidade e minha frieza inclusive a golpes físicos e me senti muito bem.
definitivamente não é uma boa hora para relacionamentos de qualquer espécie, embora o horóscopo diga o contrário.
ultraviolência rox.
well well well, so I can die easy…
Baderna Digital atualizado…
Led Zeppelin a todo volume…
Agradeço muito à fernanda pelo empréstimo dos CDs do Pink Floyd, vamos acertar uma hora para devolver essa semana…não fosse eles eu não teria escrito esse artigo…
Aliás, recebi alguns elogios da comunidade Pink Floyd Brasil, então ficaria grato se vocês lessem…
notas de um fim de semana aloprado
- duas noites sem dormir
- uma viagem muito louca para Caxias a fim de acompanhar o INTER
- um jogo de RPG que nas últimas 12 horas não saiu do mesmo dia
- uma rivalidade no CoD cada vez mais acirrada e divertida
- racha tarumã com o ônibus dos jogadores do Inter na 116
- um boato fantástico: white stripes poderá vir a Porto Alegre
- alguém pode me dizer se teve aula hoje?
sinal dos tempos
Acho que foi na década de 70 que inventaram aquele lance de acender o isqueiro quando o artista tocava uma balada. Ouvi falar certa vez que inventaram num show do John Lennon. De fato fica uma cena bonita, porque as luzes se apagam e o spot foca no vocalista, para criar um clima romântico. O público responde iluminando o palco criando um efeito semelhante às velas.
Para isso acontecer é necessário ter isqueiros. Pois, estava eu vendo o clipe de My Immortal, do Evanescence, ao vivo, uma música bonitinha por sinal, quando fecharam o spot na vocalista. O público até tentou fazer o lance dos isqueiros, mas eram pouquíssimos, dois ou três. Lógico: na década de 70 a grande maioria dos jovens espectadores de shows fumavam.
Além de ser uma demonstração que as campanhas anti-tabagismo estão dando certo, pode ser o único benefício evidente do cigarro, criar efeitos de luz de velas em shows. Ainda assim indireto.
e já que estamos falando em mudanças
que tal alterar a órbita da terra?
leia como se fosse um poema
As aulas recomeçaram como se não tivessem recomeçado. Alguns dos amigos de sempre eu já via com freqüência; com outros eu conversava por estas teclas. Ah, estas teclas, de tantas virtudes e que tantos problemas me causam…enfim. Algumas pessoas não consigo mais desvincular do coração. Não são mais para mim simplesmente colegas, mas sim pessoas com quem gostaria de compartilhar minha vida, se não já o faço por quase dois anos.
Sou um cara muito duro em relação a relacionamentos, especialmente de amizade. Não confio em qualquer um e não costumo perdoar erros tão fácil. Também gosto de passar a impressão de que não dependo de ninguém. Dependo sim, dependo da minha mãe, dependo dos meus amigos que considero verdadeiros. Dependo das suas frases, das suas palavras perfeitas, daquele olhar e daquela vontade de compartilhar problemas, às vezes não é tanta mas o simples fato de ouvir já ajuda bastante. Como eu falei pra Fe esses dias, é muito ruim se agarrar nos amigos, renunciar a coisas importantes, como a família, por causa deles. Porque nunca se sabe qual é o limite de uma amizade, às vezes ele é mais curto do que imaginamos e a confiança se torna decepção. Só que o legal da amizade é isso: adquirir a confiança aos poucos e sempre se surpreender com a sinceridade, a honestidade e a semelhança que o outro tem contigo. Fora isso não é uma amizade, mas sim uma tentativa banal de enganar o outro e em conseqüência a ti mesmo.
Quando a carência se revela em alguns pontos o sentimento de perda acaba sendo revertido, coisas que não pareciam tão importantes acabam sendo. Como um jogo de futebol e uma torcida que não pára de cantar. Como uma camiseta nova. Como a comida da mãe. Como uma parada na Lancheria do Parque antes de ir pra casa. Hoje meus amigos têm uma importância para mim que nunca tiveram. Amanhã poderei me decepcionar com alguns deles e mudar o ponto de vista. Vou sofrer, é claro, porque costumo sentir rancor em doses duplas. Por mais que pareça o contrário, eu me esforço para não sofrer. Um dos esforços é desabafar de algum jeito; como não tenho a cara de pau de ligar para um amigo às três da manhã, escrevo tolices no blog e não tenho coragem de publicar depois. Porém, um dia vou conseguir aceitar que tudo tem seu tempo e não conseguirei fazer os ponteiros do relógio andarem mais rápido.
Enquanto isso, finalmente chove, faz algum frio e o botão “foda-se” continua apertado para quem acha amizade um engodo. O sentimento de amizade fica mais forte quando algo nos faz falta; nem por isso deve ser esquecido quando nada nos faz. O assunto não era sobre as aulas? Pois bem. São os horários mais caóticos da minha vida. Nunca tive de voltar para a fabico em dois turnos diferentes no mesmo dia. Nem ficar três horas lá esperando por uma aula. Tenho de lidar com isso, já que minhas expectativas de começar o semestre empregado foram frustradas.
O que é certo é que vou continuar vendendo meu coração para quem quer pagar, um dia talvez para quem possa.
Isso não é um desabafo.
É apenas uma declaração de amor terno.
Pena a minha dificuldade de tirar os pés do chão por ora.
O problema é que todo mundo adora generalizar
quase que eu profiro essa frase agora há pouco.
—
no mundo internético ficou explícita a divisão que o ser humano faz entre seus dois veículos de comunicação principais, a boca e os dedos. Os dedos são insensíveis, cínicos e racionais; a boca, por ter mais experiência, sabe a hora de engasgar. Eu gosto mais da boca, porque ela tem um entrosamento maior com o coração.
you know you shook me baby…you shook me aaaallllll night loooooooooooooooooooongggg…
as passagens vão aumentar e eu perdi todos os protestos contra isso.
me sinto irremediavelmente culpado.
ainda mais porque canalhas como o presidente da ATP vão sair satisfeitos com essa tunga.
que vontade de jogar um coquetel molotov numa garagem.