Archive for Dezembro 2004
‘Cause the free wind is blowin’ through your hair, and the days surround your daylight there
peço desculpas para todos aqueles a quem não dei feliz natal e nem posso desejar um próspero ano novo. Saibam a grande maioria de vocês que não consigo imaginar meu novo ano sem meus melhores amigos, sem minha família e todas as pessoas que adoro. Então, a felicidade de vocês também é a minha, muita sorte, alegria, luz e amor para todos nós.
estou de partida hoje para a ilha do desterro e só volto no dia quatro. Cuidem de Porto Alegre para mim, por favor.
se não moram em PoA, cuidem de vocês, da cidade de vocês, ou de quem quiser.
Que o próximo ano seja o melhor das nossas vidas.
mas é natal

vamos todos celebrar!
pois bem
o meu penúltimo post- antes das músicas- foi excessivamente cruel em alguns trechos. Outras palavras que eu disse também o foram. Interpretem isso como uma auto-defesa desesperada ou uma última e derradeira tentativa de manter a auto-estima.
Chico Buarque, por que não?
Samba do Grande Amor:
Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel o grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
e Paulinho da Viola também:
Quando a vida nos cansa
E se perde a esperança o melhor é partir
Ir procurar outros mares
Onde outros olhares nos façam sorrir
Levo no meu coração
Esta triste lição que contigo aprendi
me ensinaste em verdade
Que a felicidade está longe de ti
nessas horas é importante acreditar em Deus.
e pedir desculpas pra ele também.
pelo menos o papai noel já sabe que fui um menino mau esse ano e que por isso não ganharei alguns presentes que gostaria.
será que ele vai contar pra Deus adicionar no relatório?
hm, essa possibilidade é bem ruim.
mas sabe que ser um menino mau, egoísta, infantil, às vezes não é tão ruim.
pelo menos assim tu dá motivos concretos para a pessoa com quem tu é mau, egoísta, infantil te detestar e não querer mais te ver pela frente.
mas de qualquer forma não precisava disso. Ficaremos três meses longe um do outro.
é, talvez não tenha dado o resultado esperado.
apesar de que nada deu o resultado esperado nesse ano.
nem a faculdade, nem meu time, nem minha família, nem meu namoro; tudo ficou meio que…abaixo das expectativas.
talvez porque minhas expectativas tenham sido muito altas?
não sei. Eu não costumo manter expectativas altas, a menos quando vejo que há possibilidade.
o que será que eu preciso fazer, no ano que vem, pra conseguir atingir minhas expectativas?
não me envolver de forma intensa com pessoas que não possam me amar; me organizar melhor; saber não me envolver com situações que não tem a ver comigo; alimentar amizades; não perder tempo com falsas amizades; aproveitar oportunidades.
essas são minhas metas imediatas. Espero ter corpo, mente e coração hábeis para alcançá-las.
quando tudo está perdido sempre existe um caminho´. (De quem é essa música mesmo?). Acabei de receber uma ligação bem legal. Em breve, espero, vocês saberão o que a pessoa do outro lado da linha disse.
mudei o número de posts mostrados por página porque tem um lá embaixo que não poderia deixar de aparecer.
pra que serve essa borracha aqui? Alguém sabe?
Seria uma boa hora para fazer uma represa no Lago Guaíba e afogar essa cidade de uma vez.
“Nosso caráter é resultado de nossa conduta.”
Aristóteles
Sabem vocês que agora há pouco – são 8:11 da manhã quando começo a escrever isso, tive uma noite péssima – estava escrevendo um post bem triste e tal. Janelas e portas fechadas, ouvindo Elis Regina. “Os que compram o desejo/ pagando amor a varejo/ vão falando sem saber…” Não tive motivação nem pra comer e ler o jornal. Dormi de lentes inclusive, a Karine sabe que isso faz tão mal quanto aquilo que comentava que me fazia mal.
Só que agora eu abri a janela e vi o sol. O sol é do caralho. Tá um dia lindo, poucas nuvens no céu, aquele manto azul supremo sobre as nossas cabeças. O frescor habitual da manhã nas árvores do meu bairro. Fiquei admirando tudo isso. Tempo que não levava um choque ambiental tão grande, é como se tivesse sido levado de um mundo de amarguras para um mundo bem legal.
Pensando nisso, acho que vou caminhar. Não, vou correr, faz tempo que não corro. Pegarei meus tênis, meu calção e percorrerei alguns quilômetros. Viverei com o cinismo dos sambas alegres que não podem ser feitos sem uma tristeza. Farei então a coisa mais útil pro meu coração nas últimas semanas mesmo sabendo que ele está doendo. Farei por ele, porque ele precisa bater por coisas mais edificantes, que dão um retorno melhor do que o orgulho apunhalado.
Que o suor caindo do corpo leve consigo todo o fel que carrego.
- Tirei A com a Márcia. Senti-me muito culpado. Vivi às turras com ela o semestre inteiro.
- Comprei o Mestres Selvagens. A natureza dos jogos de D&D não será mais a mesma.
- A peça que apresentei ontem foi muito boa, pena que não vi tudo. O pessoal tava muito concentrado, não só porque usamos um mínimo de texto como porque o Gabriel é um excelente improvisador. Quatorze anos. Espero que não largue o teatro.
- Esse blog resistirá feito partisan à peste que vem abatendo os blogs, matando por exemplo o da Julia e o do Rodrigo.
- O happy-hour no Pingüim foi uma das coisas mais divertidas que fiz nos últimos tempos. Avisem a Ana que quero aquelas fotos.
- trilha sonora: O Mestre-sala dos Mares. Essa música me arrepia. “Glória/ A todas as lutas inglórias/ Que através da nossa história/ Não esquecemos jamais/ Salve/ O navegante negro/ Que tem por monumento/ As pedras pisadas do cais.” É a história de João Cândido, o líder da Revolta da Chibata, esquecido pela história oficial por muitos anos. Já inauguraram alguns monumentos em sua homenagem, provavelmente escoltados pela excelente poesia de João Bosco e Aldir Blanc.