Terça-Feira

pílulas semanais

Archive for Novembro 2004

unisinos FM 103.3

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Nada melhor para um final de madrugada do que ouvir um BOM E VELHO BLUES. Realmente foi um grande achado essa rádio, ainda mais que a madrugada da Ipanema virou uma estupidez techno de seis horas – que é legal em muitos lugares e o rádio não é um desses.

Eu realmente agradeceria se as pessoas soubessem respeitar o meu espaço.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 28, 2004 em 4:24 am

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para os secadores

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Um dos motivos pelos quais eu quase cortei os comentários desse blog foi a ausência de palavras nos dois posts mais emocionados que escrevi, o da Elis e o poema que agora já foi pros arquivos. Aquilo me frustrava cada vez que abria o Internet Explorer. Mas tudo bem, foram salvos pela Fernanda.

Remember when we were young

You shone like the sun

SHINE ON YOU CRAZY DIAMOND

Now there’s a look in your eyes

Like black holes in the sky

SHINE ON YOU CRAZY DIAMOND

Concordo com a outra Fernanda – essa música é pra chorar.

Convido todos vocês a tomarem um banho na próxima chuva forte de primavera que rolar. Não há remédio melhor para esse calor insuportável.

A não ser uma boa caipirinha, bem gelada.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 26, 2004 em 1:53 am

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mas no gigante vamos buscar o cavalo que os correntinos nos tiraram.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 26, 2004 em 1:36 am

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Como é bom tomar um mate amargo, não é mesmo? Fazia tempo que não saboreava uma erva.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 24, 2004 em 1:42 am

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Eu ando carente dos meus leitores. Digam alguma coisa!

NR: a ausência de manifestações dos leitores dessa página até a meia noite de hoje implicará no corte ostensivo da liberdade de expressão por parte destes.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 24, 2004 em 1:35 am

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das noites em claro

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“Eu morreria em greve de fome…desejaria todo dia…a mesma mulher” (Barão Vermelho)

Ele escrevia contos de humor agridoce e romances intermináveis. Perdia-se nas palavras, nas fitas da máquina de escrever e nas baganas de cigarro que insistiam em cair do cinzeiro. Dia desses perdeu-se nos copos também, derrubando uma garrafa de J&B metade vazia no meio dos papéis do processo de pensão alimentícia da primeira mulher. Foi uma merda, mas por sorte o bico da garrafa pendeu para fora da caixa, onde estava o capítulo dois do último romance que não deu certo. Por um tempo ele admirou a bela metáfora diante dos seus olhos – o papel amarelando-se, embebido pelo álcool, assim como o fígado dele quando começou a escrever aquelas linhas.

Foi até a sacada pensando como sua vida estava cada vez pior. Viu a fantástica lua da noite quente, tal qual holofote na noite, iluminando sozinha a rua divisória entre o prédio dele e o da frente. Duas janelas acesas. A primeira era provavelmente um trabalho de faculdade. Uma menina, óculos grossos, cabelos até o ombro, pijamas, com trocentas folhas ao seu lado, café e bocejos. Ninguém ocuparia a madrugada com algo tão entediante por prazer. Se ela fosse uma escritora, como ele, as pilhas de papéis não estariam organizadas. Voltou-se pra outra janela.

Um casal transando animadamente. No exato momento em que voltou os olhos, ele massageava sua pélvis com os dois polegares, ela de quatro e pernas muito abertas na sua frente e ele movendo os dedos na região periférica aos lábios. Deu pra imaginar que ela gemia. Pensou como era deprimente transar na frente da janela. Depois excitou-se, pensou em ir ao banheiro. Decidiu curtir a paisagem ali mesmo, imaginando estar no lugar dele, com aquela cena maravilhosa da mulher amada de pernas abertas na sua frente, implorando pelo amor do seu sexo entrando vigorosamente.

Tomou um café e escreveu um conto erótico. Poderoso, ardente, sensacional. Um conto como nunca tinha conseguido escrever antes, capaz de excitar até os bancos da praça. Descrevia uma sensacional orgia cuja protagonista era uma mulher caroneira de ônibus e cujos coadjuvantes eram duas amigas delas e três passageiros. Achou fantástico que a inspiração tinha vindo daquele casal.

Outro dia, madrugada também, pensou em buscar inspiração novamente na cópula alheia. Olhou pra mesma janela acesa de antes. Viu um homem exageradamente branco, com uma barriga de chope grotesca, tirando uma cueca de bolinhas defronte à uma morena. Uma mulher de nádegas estriadas, nariz de batata e incrivelmente a mesma barriga de chope do seu parceiro. Ela de quatro, tinha seu sexo apertado pelos dedos do homem sem o menor jeito e seus gemidos estridentes doíam nos ouvidos. Tanto que o melhor foi pôr um CD do The Animals em volume considerável.

Antes de organizar os papéis que restavam sobre a cama, decidiu olhar a outra janela. Viu a menina de óculos e cabelo até o ombro apenas de sutiã penteando os cabelos. Pensou naquela pele macia, na calidez das alças apoiadas sobre os ombros, pedindo pra cair com um simples movimento de dedos. Imaginou o cheiro que não teria aquele dorso recém saído do banho.

Escreveu outro conto erótico sensacional. No dia seguinte, lamentou não ter mais janelas acesas de madrugada e foi dormir na casa de um amigo.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 24, 2004 em 1:00 am

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“Louvamos um sistema que condena muitos à fome de pão, e muitos mais à fome de abraços….” – Eduardo Galeano.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 22, 2004 em 1:11 am

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as três fases de um relacionamento, na voz de Elis Regina

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o êxtase:



Quando caminho pela rua lado a lado com você

Me deixas louca

E quando escuto o som alegre do teu riso

Que me dá tanta alegria, me deixas louca

Me deixas louca quando vejo mais um dia

Pouco a pouco entardecer

E chega a hora de ir pro quarto escutar

As coisas lindas que começas a dizer

Me deixas louca

Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague

Me deixas louca

Quando transmites o calor de tuas mãos

Pro meu corpo que te espera

Me deixas louca

E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas

Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço

Você me abraça, a noite passa

E me deixas louca

a tragédia:

Quando olhastes bem nos olhos meus

E teu olhar era de adeus, juro que não acreditei

Eu te estranhei, me debrucei

Sobre o teu corpo e duvidei

E me arrastei, e te arranhei

E me agarrei nos teus cabelos

No teu peito, teu pijama

Nos teus pés, ao pé da cama

Sem carinho, sem coberta

No tapete atrás da porta

Reclamei baixinho

Dei prá maldizer o nosso lar

Pra sujar teu nome, te humilhar

E me vingar a qualquer preço

Te adorando pelo avesso

Prá te mostrar que ainda sou tua

Até provar que ainda sou tua



a indiferença:



Entra, meu amor, fica a vontade

E diz com sinceridade

O que desejas de mim

Entra, pode entrar, a casa é tua

Já que cansaste de viver na rua

E teus sonhos chegaram ao fim

Eu sofri demais quando partiste

Passei tantas horas triste

Nem quero lembrar este dia

Mas, de uma coisa podes ter certeza

Do teu lugar aqui na minha mesa

Tua cadeira ainda está vazia

Tu és a filha pródiga que volta

Procurando em minha porta

O que o mundo não te deu

E faz de conta que sou o teu paizinho

Que tanto tempo aqui fiquei sozinho

A esperar por um carinho teu

Voltaste, está bem, estou contente

Só me encontraste muito diferente

Vou te falar de todo o coração

Não te darei carinho nem afeto

Mas pra te abrigar podes ocupar meu teto

Pra te alimentar podes comer meu pão


Escrito por Luís Felipe

Novembro 21, 2004 em 5:32 am

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eu ando amargo, eu sei. Prometo que não entrarei mais em discussões idiotas. A não ser com uma dose extra de ironia e cinismo.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 18, 2004 em 2:34 am

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quando eu perguntar alguma coisa, quero respostas concretas. A subjetividade ou a incerteza a música pode me dar. Ou a minha imaginação, que é bem criativa para criar hipóteses ridículas.

Escrito por Luís Felipe

Novembro 18, 2004 em 2:14 am

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