Terça-Feira

pílulas semanais

Archive for Setembro 2004

sem comentários

Vou emagrecer muito esse semestre. Ou acostumar meu relógio biológico de que a hora do almoço é antes do meio-dia.

Escrito por Luís Felipe

Setembro 29, 2004 em 1:06 am

Publicado em 1

sem comentários

achei no orkut o professor mais incrível que eu já tive. Demétrio Paz, literatura. O Fred, bixo fabicano, conhece ele, espero que troquemos uma idéia na continuação. Recebi dois testemunhos emocionantes mas minhas letras não estão no nível da retribuição. Assisti Laranja Mecânica, é um bom filme, inovador, inteligente, mas infelizmente não me chocou tanto quanto imaginava. Infelizmente, porque a ultraviolência que era nauseante em 1971 nos parece normal hoje. Mas a trilha sonora é fantástica.

Aliás, assisti um programinha “100 filmes, 100 canções”, digo programinha porque comecei a ver a partir da nº 28. É um top 100, do American Film Institute, sobre as melhores canções de filmes da história. Stayin’ Alive ficou em nono, Mrs. Robinson em sexto, When you Wish Upon a Star (do Pinóquio de 1940, me arrepio só de pensar nessa música) ficou em sétimo, Unchained Melody lá pelo 23º; as três melhores foram Cantando na Chuva, As Time goes By e Over the Rainbow, do Mágico de Oz. Lembram?

“Somewhere over the rainbow/ Skies are blue/ And the dreams that you dare to dream/ Really do come true”

Foi uma excelente escolha, talvez a melhor tradução já vista para o pensamento infantil. Apesar disso, a melhor cena musical da história do cinema é a de Cantando na Chuva. Ninguém nunca vai produzir uma cena em que música, ator e cenário com tamanha sincronia e perfeição. A genialidade da coisa está na simplicidade: para um ET, é um cara feliz na chuva. A partir dessa matriz foi construída a cena, os passos perfeitos do Gene Kelly, a música em perfeita sincronia, a letra e sua sequência jovial – I’m laughing at clouds/So dark up above/The sun’s in my heart/And I’m ready for love - enfim, uma das melhores cenas da história do cinema, no nível do batismo do Michael Corleone e da queda do Um Anel no abismo no Retorno do Rei.

Escrito por Luís Felipe

Setembro 27, 2004 em 3:01 am

Publicado em 1

quando eu achava que tinha visto tudo

sem comentários

achei isso aqui. Uma comunidade em homenagem ao episódio em que Pica-Pau desce as Cataratas do Niágara, e com mais de dez mil membros! Pra quem quer rever esse fantástico episódio, clique aqui.

Escrito por Luís Felipe

Setembro 26, 2004 em 3:53 am

Publicado em 1

estamos cercados

sem comentários

Escrito por Luís Felipe

Setembro 25, 2004 em 10:46 am

Publicado em 1

poema pra ti

sem comentários

Tuas mãos delicadas percorrem minhas costas

em pleno silêncio

Teus olhos nunca pareceram tão puros

na grandeza da quietude

Tuas mãos se abrem querendo as minhas

nenhum som se emite

Sinto o cheiro da tua pele macia

e minha boca se cala

Foi preciso muito ouvir e dizer

Pra aprender que um momento contigo

não cabe em palavras.

Escrito por Luís Felipe

Setembro 24, 2004 em 1:49 am

Publicado em 1

porque será

sem comentários

que eu só consigo escrever na madrugada?

Escrito por Luís Felipe

Setembro 23, 2004 em 2:39 am

Publicado em 1

um ano de vida acadêmica

sem comentários

Pois é. O dia 22/set do ano passado também estava nublado e chuvoso, embora menos que ontem. Nesse dia, eu cheguei atrasado, perguntei pro porteiro onde era a aula de Introdução ao Pensamento Filosófico – em voz baixa, pois desconfiava do que me esperava – ele respondeu 408. Subi de elevador e fui recebido por uma TURBA GRITANTE que lá pelas tantas me chamou de bixo rebelde e me jogou pra dentro da sala. Ali estava o Jânio (sim, eu perdi a performance do Moa) nos desejando boa sorte. Quando depois entrou o Rodrigo e eu achei que ele era outro professor, até ele mandar tirar os sapatos.

Lembro vagamente do primeiro dia de trote, parece que faz muito tempo. Lembro do Moa me oferecendo a cachaça e depois de três goles e alguma tontura eu argumentei que era muçulmano e ele se arriou até o último dia da semana. Lembro que não fui com a cara do Nico, mas não lembro o porquê. Também não fui com a cara da Gabi, porque sempre tem uma veterana mais chata que as outras no dia do trote – no nosso, foi a Emily. Lembro do Schröder e o longo juramento. Lembro da minha mãe surpresa quando cheguei em casa e disse que tinha gostado do trote, ainda que só no primeiro dia.

Minha vida de faculdade começou mesmo na apresentação da fabico dada no auditório, na semana anterior, quando o Rodrigo e o Matheus deram um discurso no pátio para uma larga platéia, embora eu soubesse que aquilo não era a “apresentação” e tenha entrado com mais uma meia dúzia de colegas, ao invés da turba que estava lá fora. Até que alguém percebeu que os bixos estavam no lugar errado e resolveu chamar, eis que então entrou toda aquela gente, com cara de quem tinha pago o primeiro mico da faculdade. O Pedro Mariense, naquele dia, nos recomendou fazer quantas cadeiras fossem possíveis no Vale, que era “outro nível”, bem como a Carine nos alertou que “alguns podem achar que isso é um coleginho, mas é uma faculdade.”

Depois disso teve a matrícula, que fiz ao lado do pai, nervoso com a minha atrapalhação – tinha esquecido de levar caneta e mudei o horário de uma cadeira já dentro da sala. Depois fomos tirar as fotos pro cartão, lá estava a Emily, lembro que comentamos alguma bobagem. Na volta pra casa, o sol forte da manhã batendo na pista da freeway, meu pai dirigindo comentava sobre o orgulho de ter o quarto filho no curso superior e como eu não podia perder essa oportunidade. Eu também estava orgulhoso. Era aluno da UFRGS, de novo. Toda aquela época de incertezas que se sucedeu entre o final da minha jornada no Aplicação e o final do período sabático de nove meses sem fazer quase nada tinha acabado. Claro que as incertezas nunca acabam, elas apenas são trocadas por outras mais novas e mais complicadas, mas eu já estava cansado das minhas anteriores.

Impossível dizer o que mudou na minha cabeça em um ano. É aquela vivência subjetiva, existem fatores essenciais que me alteraram, mas não me julgo capaz de arrolá-los. Talvez porque essas mudanças nunca param, elas sempre seguem rápido, quase nunca dá tempo de lembrar como tudo começou, os porquês dos problemas de agora. Por isso que existem essas datas importantes, como o primeiro aniversário da nossa turma na Fabico, onde alguns cantam parabéns, muitos sorriem orgulhosos e todos param pra pensar “puxa, tu vê, era assim…”. Sem essas lembranças a vida vai passando a lo largo, sem reflexão. Às vezes é tri bom “viver sem saber porquê, nenhuma grande expectativa”, como diria Jorge Mautner. No caso da faculdade não é assim. Ela surgiu na nossa vida com a grande expectativa da conclusão do segundo grau que se traduziu na grande expectativa da aprovação no vestibular. Para que essas expectativas se confirmassem, foi preciso saber muitos porquês. Assim vai ser a expectativa de tornar-se um profissional, na qual descobrimos todos os porquês na faculdade, alguns executamos na vida, outros deixaremos de lado.

Feliz aniversário pra nós que tomamos trote juntos, então. Espero que essa data tenha um significado legal para todos.

Escrito por Luís Felipe

Setembro 23, 2004 em 2:02 am

Publicado em 1

quem te viu, quem te vê

sem comentários

Surpreendente a vibração dos gremistas com a vitória no greNal. Pelo visto já foi o tempo em que a torcida tricolor usava contra nós o argumento “Ah, vocês só ganham greNal e não ganham título”, até porque eles ganharam o greNal mas nós que estamos disputando o título, e eles parecem bem contentes com isso.

mas das duas uma: ou o Grêmio cai de vez pra segunda ou forma um time decente. Não aguento mais ver meu time jogar greNal contra quem não tem nada a perder.

Sobre a atuação do Inter: preocupante. Alguns jogadores do time têm problemas psicológicos que podem afundar a equipe no decorrer do certame. Cito Clemer (provavelmente suspenso nos próximos dois jogos) e Edinho de um lado da ponta, o da afobação, do pavio curto. Não vou nem dizer que Clemer não deveria ter partido pra cima dos jogadores do Grêmio, até acho que aquilo teve um sentido importante, não deixar o time se entregar. Mas Clemer, além de ter xingado (o juiz? o adversário?) de TUDO, a ponto do Élder Granja tentar TAPAR a sua boca, chutou maldosamente o Claudiomiro. Contra o Grêmio, tudo bem, todos sabíamos que eles só ganhariam se fosse no abafa. Mas contra um time que tem mais futebol vai ser complicado partir pra ignorância. Edinho não ignorou o adversário, mas sim a bola. Coitada. Levou no mínimo uns 30 chutões desse zagueiro, que espanava com toda a raiva do mundo, possibilitando o tempo todo os contra-ataques gremistas. Não me lembro dele ter posto a bola no chão uma única vez, e qualidade não lhe falta. O que falta é equilíbrio emocional mesmo.

Já Danilo e Marabá estão na outra ponta, são os indolentes em excesso. Passaram o jogo inteiro desligados. Danilo até tentou algumas firulas, bem como driblou MUITAS vezes o Cocito e o Fábio Bilica, certamente com a intenção de provocá-los. Só que essas firulas só se traduziram em um chute a gol. O Marabá parecia que estava jogando outro jogo. Enquanto todos davam carrinhos, cotoveladas, chutões, ele estava em ritmo de amistoso contra o Zequinha. E quando estivermos dependendo deles com o Inter precisando de resultado no Mineirão, como vai ser?

A classificação chegou, mas o Inter precisa rever seus rumos quanto à competição.

Detalhe sórdido: o excelso Wianey Carlet chegou a afirmar que foi MELHOR pro Grêmio ter sido eliminado. E falou SÉRIO. Não quero acreditar que seja uma conspiração anti-colorada na RBS. Prefiro crer que faz parte de uma nova campanha para inflar a torcida e tirar o Grêmio da lama em que se encontra, aí exageros como esse acontecem.

Escrito por Luís Felipe

Setembro 23, 2004 em 1:32 am

Publicado em 1

mestre é mestre porque é mestre

sem comentários

Jorge Ben (me recuso a repetir o jor) se orgulha de jamais ter composto uma música triste. Acabo de elegê-lo paladino do movimento anti-melancolia (que não morreu, está apenas dormindo), mesmo que a Cecília e a Juliana não me tenham autorizado pra isso. Elejo ele paladino do M.A.M principalmente por causa dessa música, Que Pena, que é uma verdadeira lição de como lidar com uma desilusão amorosa. Sem lamúrias, sem tragédias. Um dia eu pretendo pensar como ele.

Ela já não gosta mais de mim

Mas eu gosto dela mesmo assim

Que pena, que pena…

Ela já não é a minha pequena

Que pena, que pena…

Mas não é fácil recuperar

Um grande amor perdido

Pois ela era uma rosa

As outras eram manjericão

Ela era uma rosa

Que mandava no meu coração

coração, coração…

Ela já não gosta mais de mim

Mas eu gosto dela mesmo assim

Que pena, que pena…

Ela já não é a minha pequena

Que pena, que pena…


Mas, eu não vou chorar

Eu vou é cantar

Pois a vida continua

E eu não vou ficar sozinho no meio da rua

esperando que alguém me dê a mão,

me dê a mão, eu não…

Ela já não gosta mais de mim

Mas eu gosto dela mesmo assim

Que pena, que pena…

Ela já não é a minha pequena

Que pena, que pena…

Escrito por Luís Felipe

Setembro 22, 2004 em 2:46 am

Publicado em 1

considerações

sem comentários

- o Peñarol se classificou para a próxima fase da Sudamericana empatando com o Danubio em 1-1, vi o jogo e gostei do Carlitos Bueno, centroavante. Caso o Inter seja eliminado, torcerei pra equipe manya.

- a Ju é tijolaire!

- vou pegar uma aula do Carvalho e gravar, para ouvir nas noites de insônia como essa. Deve ser um santo remédio.

Escrito por Luís Felipe

Setembro 22, 2004 em 2:20 am

Publicado em 1